Respirar é viver por Gustavo Marson


Gustavo Marson, professor do DeRose Method em Joinville, nos mostra a importância da respiração em nossas vidas e nos ensina uma técnica respiratória para colocarmos em prática de imediato.

Respirar é uma de nossas funções fisiológicas mais importantes. A primeira coisa que fizemos ao nascer foi uma inspiração e a última coisa que vamos fazer nesta vida é uma expiração. Conseguimos subsistir durante vários dias sem comer, alguns dias sem beber, mas não conseguimos ficar nem por alguns minutos sem respirar. A respiração alimenta todas as nossas células, tecidos e órgãos e por isso interfere em todas as funções orgânicas.

Respirar é viver, respirar bem implica viver melhor. Acontece que para a maioria das pessoas a respiração é involuntária, superficial e insuficiente, utiliza-se apenas uma ínfima parte da capacidade pulmonar. É uma forma bastante precária de respirar e viver, se considerarmos o potencial que temos para nos desenvolver.

Apesar de não nos darmos conta, a respiração está intimamente associada às nossas emoções e padrões de comportamento. Você já percebeu que quando estamos ansiosos ou somos submetidos a uma situação limite ela fica superficial e rápida e quando estamos mais descontraídos ou até mesmo fazendo um esforço para nos concentrar ela diminui o seu ritmo naturalmente? A razão disso é que existe uma relação muito estreita entre ritmos respiratórios e estados de consciência.

Com o treinamento das técnicas respiratórias damos à respiração uma profundidade e um ritmo específico de acordo com o resultado desejado. Aprendendo a trabalhar o ritmo respiratório, conseguiremos sutilizar as emoções, o que irá interferir positivamente nas relações afetivas, no desempenho profissional, nos estudos e nos esportes.

Essas técnicas são excelentes aliadas a esportes como mergulho, surf, natação, escalada, artes marciais, atletismo e outros, por ampliar incrivelmente a capacidade pulmonar e a resistência orgânica, por aprimorar a concentração e o raciocínio e por administrar as emoções. Detalhes que fazem a diferença nas competições e também para os atletas ocasionais.

Respiramos de 12 a 15 vezes por minuto e a cada respiração absorvemos cerca de 0,5 litros de ar. Porém nossa capacidade pulmonar é de cerca de 4 litros, podendo chegar a 6 ou 7 litros com um bom treinamento. No DeRose Method utilizamos mais de 50 técnicas respiratórias onde aprendemos a usufruir na totalidade essa capacidade pulmonar.

Para que você possa treinar de imediato, passarei abaixo uma técnica simples que serve como base para praticamente todas as nossas demais técnicas respiratórias.

Treinamento da respiração completa:

Para conquistar a respiração completa precisamos treinar as três partes da respiração completa separadamente, ou seja, primeiro a parte baixa (abdominal), depois a média (intercostal) e por último a alta (torácica).

Deite-se numa posição confortável com as costas no solo e com as pernas flexionadas ou estendidas. Inicialmente leve a consciência para a sua respiração tornando-a nasal, silenciosa, lenta e profunda.

1ª parte: respiração baixa

Apóie as duas mãos sobre o abdome.
Ao inspirar, projete o abdome. Ao expirar, recolha o abdome.
A regra é: ar para dentro, abdome para fora. Ar para fora, abdome para dentro.
Mantenha as costelas e a parte alta do tórax imóveis e mova apenas o abdome. Nessa primeira parte estamos isolando a parte baixa dos pulmões. Esta respiração corresponde a cerca de 60% da nossa capacidade pulmonar.

2ª parte: respiração média

Apóie as mãos um pouco mais acima, na região das costelas de forma que as pontas dos dedos se toquem no centro do tórax.
Ao inspirar, projete as costelas para os lados expandindo o tórax. Ao expirar, as costelas voltam para o ponto inicial. Quando inspirar e dilatar as costelas, as pontas dos dedos se separam. Ao expirar, os dedos voltam a se tocar no centro do tórax. Nessa parte o abdome não se move mais. O ar não chega mais na parte baixa dos pulmões. Apenas a região média é utilizada. Essa região intercostal é responsável por cerca de 30% da nossa capacidade pulmonar.

3ª parte: respiração alta

Apóie as mãos no alto do tórax perto do pescoço.
Ao inspirar, a parte alta do tórax se eleva e ao expirar a parte alta do tórax é esvaziada. O abdômen não se movimenta e a região das costelas também não. Agora queremos isolar a parte alta dos pulmões. A respiração alta é responsável por apenas 10% da capacidade pulmonar e é assim que a maior parte das pessoas que não tem acesso a essas técnicas respira.
Após dominar as três partes da respiração, vamos coordená-las para realizar a respiração completa. Você deve inspirar preenchendo primeiro a parte baixa, depois a média e por último a alta dos seus pulmões. E deve expirar de modo inverso, soltando primeiro o ar da parte alta, depois da média e por último da parte baixa dos pulmões.
A prática deve lhe proporcionar bem-estar. Procure extrair prazer pelo simples ato de respirar.

Ao conquistar a técnica ensinada, você utilizará 100% da sua capacidade pulmonar. Utilize esta respiração completa ou apenas a respiração abdominal no seu dia-a-dia e perceba a diferença.



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